Por que você é uma rocha.
Por que apesar do fato supracitado eu aguentaria um pouco mais.
Por que eu sou água.
Só que no mais profundo.
Porque eu não bato.
Nem furo.
Mapa dos Sonhos
Bem vindo. Em frente. Enfrente. Meus devaneios.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Há um vazio.
Há um vazio.
Há um vazio porque eu tenho a impressão, (A sensação.) de que uma parte de mim foi deixada no meio do caminho. E agora eu fico procurando uma nova porque a outra, aquela outra metade não existe mais em mim.
Eu fico me debruçando sobre cafés e cheiros, lembranças e páginas. Cada página que eu viro é um a menos de mim dentro do meu próprio corpo.
É como se eu fosse uma eterna hospedeira de sequencias de imagens e sensações que eu já vivenciei, mas que hoje, bem hoje, são só percepções.
Uma parte de mim desgrudou.
E a outra está se regenerando.
Ainda bem que não é um braço.
[...] é só minha alma.
Há um vazio.
Há um vazio porque eu tenho a impressão, (A sensação.) de que uma parte de mim foi deixada no meio do caminho. E agora eu fico procurando uma nova porque a outra, aquela outra metade não existe mais em mim.
Eu fico me debruçando sobre cafés e cheiros, lembranças e páginas. Cada página que eu viro é um a menos de mim dentro do meu próprio corpo.
É como se eu fosse uma eterna hospedeira de sequencias de imagens e sensações que eu já vivenciei, mas que hoje, bem hoje, são só percepções.
Uma parte de mim desgrudou.
E a outra está se regenerando.
Ainda bem que não é um braço.
[...] é só minha alma.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
(...) entre copos, bebidas e amores.
Aí eu pergunto:Porque? Porque não podia ser eu mesma perto dele? Porque sempre que eu tentava eu me imaginava no fundo do poço, no fundo de um bar, olhando pra o fundo de um copo, contemplada por um bando de gente que ria, e bebia e se deliciava com todas a minhas angústias.E não é papo de bêbada não.
Não é questão de achar que o mundo todo se volta contra mim todos os dias. Mas confesso que é um pouco de tédio que se mistura com aquela velha decepção e BUM! Ta feito. Mais uma paixão retumbante que foi pro saco. Mas tudo bem, meu amor, eu não vou derramar nem uma lágrima. Sabe porque? Porque entre tantos devaneios e músicas e cartas, eu aprendi a rir. É! Rir daquele primeiro encontro marcado que deu errado, rir daquela minha cara de tonta pensando o quanto era pra eu ser feliz mas não deu por sua causa. Por sua causa? O que eu tô falando? Ninguém é feliz por causa de alguém, ou no meu caso pela falta (...) Mas onde eu estava mesmo? Ah (...) sim: rir, felicidade,... Essas coisas que não me visitam a algum tempo, exceto sob o efeito do álcool, mas não, eu não estou bêbada. Eu estou t-o-t-a-l-m-e-n-t-e consciente. E quando eu caio na real e vejo toda essa babaquice, essa sujeira, esse material tóxico espalhado pela minha vida (...) Eu escrevo.
Escrevo porque não acho que devo sair gritando por aí tudo aquilo que me atormenta, da mesma forma eu preciso me organizar e aí não consigo guardar só em pensamento. Mas o mais preocupante é que ultimamente você tem sido mais centro das atenções no meu pensamento e no papel do que eu mesma.
Talvez devesse existir algum tratamento anti-você. Sabe, eu penso: "se tem tratamento pra quem bebe demais, fuma demais, ama demais, come demais, sofre demais, porque não um tratamento pra quem se ilude demais?" É!! Daqueles que te apresentam métodos alternativos de viver bem sem o sujeito o qual você havia se iludido.
E eu seria a primeira a comprar, justamente por que parece que eu vivo pra sempre no mundo que eu criei e botei você mais como protagonista do que eu. Olha, chega desse papo de bêbada. Acho que vou voltar pro meu fundo do bar, no fundo do poço, contemplando seus passos errados e esperando que você se arrependa. E aí eu vou rir. E aí vou criar um novo texto falando de você. Espera um pouco.
Garçom, traz mais uma?
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Das coisas que me lembram você.
Hoje pensei em você. Mais, bem mais que nos outros dias. Sabe quando você tem a sensação de estar caindo, caindo, mas não chega a lugar algum? É assim que eu me sinto quanto você invade minha mente. Bem, na verdade você não invade, você não faz nada, aliás, você nunca fez nada. Eu que por consequencia de você, não te deixo sair de mim.
Indescritivelmente exato, instintivamente ao contrário, contrariado por inteiro nas minhas tentativas. É você, que ontem, e anteontem e quase sempre aparece nos meus sonhos. E as vezes eu te beijo e as vezes me vingo, e meu bem.. quando em vingo, quase saio com triunfo, mas até na vingança é você o tempo inteiro.
Dá vontade de te transformar em poesia. Bom, poesia ou qualquer coisa que te torne mais bonito, mais real, mais presente, já que faz tanto tempo que não te vejo. Dá vontade de te ligar, de mandar uma mensagem com um "oi, olha o céu esta manhã", de me humilhar, tudo em nome de você. De cair de novo em tentação. Cair, cair, cair fora daqui. Seria exato. Não lembrar que você (..)
Que você me abraçou há semanas atrás e foi o ultimo abraço, que você me beijou com ternura e acariciou meus cabelos, e (...) nessas horas eu posso jurar que senti que você gostava de mim. Que tem uma música que me lembra você, como se nós tivéssemos sido "nós" um dia. Que abrir um bom vinho me lembra de você, que olhar o horóscopo me lembra você, que ao acordar eu tenho aquela vaga esperança de te encontrar do outro lado da cama.
Mas você nunca está lá.
Mas você nunca está lá.
domingo, 23 de junho de 2013
E eu fico triste, não exatamente por você, ou pelo que me fez, mas porque de alguma forma eu imaginei algo, e materializei isso em sentimentos. Fico com raiva, não exatamente por você, mas por mim, porque eu poderia ter dito não, poderia não ter te dado nada - nem atenção. Eu fico com pena, não de mim, de nem você, mas fico com pena de algo tão lindo se transformar em algo tão (...) nada. Eu sinto fracasso, mas não pelas minhas atitudes, mas porque de fato, a nossa possível relação fracassou, e isso é tão, tão (...) nada.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Ela (...)
Ela acordou. Pisou no tapete macio. Abriu
a janela. Só então abriu os olhos. Os seus lindos olhos grandes, castanhos e de
ressaca refletiam aquele céu cinza, que fazia as nuvens ficarem com suas bordas
pretas e criavam formas esquisitas e abstratas, mas Ela via aquilo tão bonito.
Sentia uma espécie de estima por aquilo que se debruçava sobre seu olhar. Ela
tocou na sua camisola branca, e percorreu seu corpo com a ponta dos dedos.
Tocou o cabelo, esfregou os olhos. Apoiou-se na janela e sorriu. Ela se sentia
livre, pura, acordada, viva. Era como se o mundo sorria como resposta ao seu
sorriso e entrava numa sintonia superiormente interessante, em cada coisa no
seu tempo e espaço. Engraçado, ela que sempre se achou esquisita, deslocada,
hoje se via ali, parada, diante de um mundo que se estendia do lado de fora da
sua janela, do seu coração.
E olhava
para esse mundo sem dor, ainda que no fundo doesse. Ainda que lá no seu âmago,
tinha todas as suas mágoas, uma a uma, guardadas, selecionadas, separadas,
filtradas. Ela tinha muito pra contar, ela queria ter o mar, o mundo, queria
tudo em suas mãos. Ela queria poder seguir com a certeza de que mais nada a impediria, que a porta permanecesse aberta a qualquer custo, pra ela ir e voltar, e errar
e ficar tudo bem.
Ela, além dela
mesma, é um pouco de mim. Ela além dela mesma é um pouco de todos nós. Que
buscamos sempre por algo que nos dê segurança, que não nos faça sentir culpa ou
arrependimento, ou que pelo menos acabe com nossos arrependimentos certos, que
nos faça mudar. E talvez seja tudo isso que buscamos, a mudança. E Ela?
Ah, Ela espera que
muita coisa mude. Ela quer ser prudente, madura, independente. Ela quer
encontrar o que sempre procurou. Ela quer crescer com as falhas e com os
tapas na cara que Ela já levou e levará. Ela quer se sentir realizada com
aquilo que escolheu. Ela quer permanecer sempre se dando bem consigo mesma. Ela
quer levar arte às pessoas, seja qual for a pessoa ou a arte. Ela quer olhar
pra trás sempre com a sensação de orgulho do que fez, mesmo quando tudo parecia
injusto demais. E Ela, principalmente, quer a porta aberta e a lembrança do
caminho de volta ao seu lar, aonde quer que seu lar esteja.
sábado, 20 de abril de 2013
Esse sim é pra você.
Todo esse meu rancor, essa minha raiva, esses gritos internos e vontades de escrever indignidades. Todos esses papéis espalhados escritos com tinta permanente, toda essa sujeira em mim, todos esses pensamentos assassinos, esses monstros pornográficos, loucos maníacos trancados aqui, roubos nos jogos, nas cartas, na minha cara. Toda essa mentira, essa ânsia (de vômito), essa invasão. Tudo isso é pra você.
O tormento, o acaso, o encontro, o ato, o tédio, o nojo, o abismo, o engulho, o medo, o papel, o local, o caneco quebrado, colado, tentado a ficar bem. O caneco quebrado, quebrado, quebrado. Colado. Não será o mesmo. É, é pra você.
Por isso, você, que se coloca num pedestal diariamente, você mesmo que se dá essa importância, que pisa, enjoa, joga com gente, rouba descaradamente. Você, pegue esse texto e coloque onde tem que colocar, se coloque no seu lugar. Por que esse sim, esse (meu querido)... esse é sim é pra você.
O tormento, o acaso, o encontro, o ato, o tédio, o nojo, o abismo, o engulho, o medo, o papel, o local, o caneco quebrado, colado, tentado a ficar bem. O caneco quebrado, quebrado, quebrado. Colado. Não será o mesmo. É, é pra você.
Por isso, você, que se coloca num pedestal diariamente, você mesmo que se dá essa importância, que pisa, enjoa, joga com gente, rouba descaradamente. Você, pegue esse texto e coloque onde tem que colocar, se coloque no seu lugar. Por que esse sim, esse (meu querido)... esse é sim é pra você.
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