terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Por que você é uma rocha.
Por que apesar do fato supracitado eu aguentaria um pouco mais.
Por que eu sou água.
Só que no mais profundo.
Porque eu não bato.
Nem furo.
Há um vazio.

Há um vazio.

Há um vazio porque eu tenho a impressão, (A sensação.) de que uma parte de mim foi deixada no meio do caminho. E agora eu fico procurando uma nova porque a outra, aquela outra metade não existe mais em mim.
Eu fico me debruçando sobre cafés e cheiros, lembranças e páginas. Cada página que eu viro é um a menos de mim dentro do meu próprio corpo.
É como se eu fosse uma eterna hospedeira de sequencias de imagens e sensações que eu já vivenciei, mas que hoje, bem hoje, são só percepções.

Uma parte de mim desgrudou.


E a outra está se regenerando.



Ainda bem que não é um braço.


[...] é só minha alma.